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Infraestrutura

06/12/2017 15:12

PDI Bahia 2035: Seplan debate infraestrutura para o desenvolvimento

A Bahia tem tradição no planejamento das políticas públicas de longo prazo no Brasil. E, na busca pela eficiência da gestão pública, a Secretaria do Planejamento do Estado (Seplan), por meio da Superintendência de Planejamento Estratégico (SPE), realizou mais um ‘Ciclo de Seminários Temáticos | Plano de Desenvolvimento Integrado (PDI) Bahia 2035 - Infraestrutura para o Desenvolvimento’. O evento, realizado no auditório da Seplan, foi direcionado a servidores e técnicos de diversas secretarias do Estado e instituições. 

O chefe de gabinete Claudio Peixoto abriu as atividades, na segunda-feira (4), saudando os agentes do governo, das universidades, indústrias e sindicatos em nome do vice-governador e secretário do Planejamento, João Leão, ressaltando também a importância da realização dos encontros para buscar compreender as necessidades do estado para continuar avançando no planejamento da gestão pública.

O objetivo do PDI Bahia 2035 é pensar numa estratégia de longo, médio e curto prazo para o estado, apontando potenciais vetores de desenvolvimento, guiando a ação do estado para a visão de futuro definida nas diretrizes e metas do Plano Estratégico e oferecendo elementos objetivos que norteiem a elaboração dos próximos quatro planos plurianuais, Leis de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e Lei Orçamentárias Anuais (LOA), planos setoriais e planos estratégicos organizacionais.

Na ocasião, foram realizadas três mesas temáticas para debater o desenvolvimento da logística de transporte na Bahia. Os representantes da Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP), Gorgonio Araújo, e da secretaria estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti), Grinaldo Lopes, abordaram o desenvolvimento da Banda Larga no estado da Bahia, por meio da implantação da Rede Giga Bahia, onde serão criados, inicialmente, 24 cidades polos para implantação da fibra ótica, buscando melhorar a qualidade da internet no estado. 



O coordenador do ‘Projeto Sistema Viário Oeste – Ponte Salvador-Ilha de Itaparica’, Paulo Henrique Almeida, apresentou o potencial de desenvolvimento econômico do projeto SVO, que deverá representar mais do que um novo vetor logístico para a Bahia, impulsionando o empreendedorismo nas cidades beneficiadas com a construção da ponte Salvador – Ilha de Itaparica e demais obras viárias. O representante da Casa Civil, Eracy Lafuente, apresentou a ‘Ferrovia Oeste Leste – Fiol’ que tem aproximadamente 1.527 quilômetros de extensão e ligará o futuro porto de Ilhéus (no litoral baiano) a Figueirópolis (em Tocantins), ponto em que se conectará com a Ferrovia Norte Sul.

A segunda mesa abordou o tema ‘Planejamento Energético’, com o palestrante Luciano Oliveira, da Empresa de Pesquisa em Energia (EPE). Ele abordou a quantificação e potenciais dos recursos energéticos e desenvolvimento de estudos de impacto social, viabilidade técnico econômica e sócio-ambiental para os empreendimentos de energia elétrica e fontes renováveis. Osvaldo Soliano, da Universidade Salvador (Unifacs), apresentou a ‘Matriz Energética’ com a perspectiva de aumentar a participação de bioenergia sustentável na matriz energética brasileira para aproximadamente 18% até 2030, expandindo o consumo de biocombustíveis, aumentando a oferta de etanol, inclusive por meio do aumento da parcela de biocombustíveis e aumentando a parcela de biodiesel na mistura do diesel. Finalizando o debate sobre matriz energética o professor da Escola Politécnica da Universidade Federal da Bahia (Ufba), Ednildo Torres, falou sobre os dados da oferta, as demandas e as potencialidades para as energias renováveis no cenário baiano até 2050. 


Tendências regionais e mundiais


Para o superintendente da SPE/Seplan, Ranieri Muricy, é importante construir uma visão de futuro para a Bahia e integrar as iniciativas e ações existentes, identificando os desafios e antecipando soluções para gestão pública. “Precisamos identificar as tendências regionais e mundiais, aproveitar as oportunidades de negócio para gerar mais emprego e renda. Uma gestão pública eficiente promove o desenvolvimento sustentável, promove a cidadania, a justiça e inclusão social. Por fim melhorar a eficiência do gasto público e reduzir as desigualdades sociais e regionais”.

A diretora de Desenvolvimento de Negócios da Secretaria de Desenvolvimento Econômico (SDE), Lais Lafuente, ressaltou a importância da infraestrutura no desenvolvimento do estado. “Os investimentos em infraestrutura devem preceder e lastrear todos os cenários de desenvolvimento da Bahia. Expansões na infraestrutura de comunicação, energia e logística dinamizam a economia, criando um ambiente propício para a atração de novos empreendimentos e consolidação de setores já existentes. Os investimentos podem ser públicos, privados ou Parcerias Público Privadas (PPP) e devem prever a expansão e melhoria das capacidades instaladas e por isso, esta agenda é um pilar fundamental do PDI”. 

Encerrando o ciclo de debates foram discutidas as estratégias para investimentos em infraestrutura de ‘Logística de Transportes na Bahia’, que comportem a viabilização das políticas de desenvolvimento proposta para o estado. Desta última mesa participaram o representante da Associação de Portos da Bahia – Usuport, Adermes Júnior, que tratou da ‘Integração Intermodal’, Luiz Latgé, representante da Transplan Planejamento e Projetos, que abordou ‘Planejamento da Logística Baiana’, e o representante da Ufba, Elmo Felzembury, que encerrou as atividades tratando do tema ‘Mobilidade Regional’. 

Pensar a Bahia até o ano de 2035 com estratégias que contemplem os diversos segmentos da sociedade é o grande desafio da Seplan, SDE e do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (Codes), em parceria com a Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR). O objetivo é romper um histórico de 40 anos abaixo de 50% da renda per capita nacional.


Fonte: Ascom/Secretaria do Planejamento do Estado (Seplan)

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